quarta-feira, 2 de março de 2011

Ficção de Polpa: Crime!


Ficção de Polpa: Crime!
Autores: vários
Design: Samir Machado de Machado
Ilustração: Jader Corrêa (arte), Matias Strebb (cor), com supervisão artística de Daniel HDR (Dínamo Studio)
Editora: Não Editora
Fontes: Bernard Condensed, CC Spills e Agency.

O próximo lançamento da Não Editora, a ser lançado agora em março, na quarta-feira dia 23, é o quarto volume da série de coletâneas pulp, entitulado Ficção de Polpa: Crime!, é uma coletânea de contos por novos autores brasileiros, voltada, nesta edição, para literatura policial, de mistério e suspense. Marca também uma nova fase da coleção, que já tem três volumes publicados. Anteriormente voltados especificamente para contos de Ficção Cientítica, Fantasia e Horror, agora volta-se para novos conceito mais abrangente, dentro da proposta de publicar literatura de gênero. Os volumes deixam de ser numerados, e passam a ter um decodificador (que, no melhor estilo exploitation, vem sempre acompanhado de uma exclamação).


O livro traz seis contos: As muralhas verdes, de Carlos Orsi, sobre um assassinato cometido dentro de um reality show, A conspiração dos relógios, do português Yves Robert, continuação de Traz outro amigo também, A aventura do americano audaz, de Octávio Aragão, uma aventura com Sherlock Holmes, A carne é fraca, de Rafael Bán Jacobsen, sobre crimes cometidos num açougue no século XIX, Agulha de Calcário, de Carol Bensimon, sobre um hotel temático de detetives em Etretat, e Um dos nossos, de Carlos André Moreira, um conto bem hard-boiled sobre um crime envolvendo assaltantes de carros-forte em Porto Alegre. O livro conta ainda com uma faixa bônus, com o conto A moeda de Dionísio, de Ernest Bramah, com o personagem do detetive cego Max Carrados, à sua época tão popular quanto Sherlock Holmes, mas que com o tempo caiu em esquecimento.


Diferente de edições anteriores, o novo Ficção de Polpa ganhou ilustrações, produzidas pelos desenhistas Diego Moreira, Elvis Moura, Fernando Gil e Rodjer Goulart, do Dínamo Studio, com supervisão artística de Daniel HDR, e Maurício N. Sants e Bernardo Assis Brasil, da Animake.


As referências utilizadas tanto para a capa quanto para o projeto gráfico interno são, obviamente, as revistas pulp publicadas entre os anos 30 e 50. A referência principal para o design foram as capas da revista Dime Detective, e na diagramação, a revista Meia-Noite, publicada no Brasil nos anos cinquenta. Daí veio a opção por diagramar o texto em duas colunas e, principalmente, o uso intencionalmente over de fontes nos títulos. Quanto à ilustração, foram feitos inicialmente pelo Jader quatro esboços (que reproduzo abaixo), do qual um foi escolhido.


O próprio Jader fala, no making-of incluido na Faixa Bônus, sobre o processo de desenhar a capa:

Uma das exigências era colocar a figura da mulher deslumbrante presente
nas outras edições, porém,desta vez, ruiva.Minhas principais referências para ela foram Rita Hayworth e o olhar fatal de Ava Gardner. Desta vez, a moça estaria num papel mais ativo, como uma femme fatale. Depois de armá-la com uma Walther PPK, fui cuidar da aparência do detetive, que ficou como um Clark Gable, mas com bigodinho de Walt Disney e uma Taurus na mão. De uma forma geral, tentei sugerir uma pequena história que se completaria na cabeça do leitor. O próximo passo foi passar o desenho a lápis para o estupendo aquarelado produzido pelo Matias Streb.

9 comentários:

Bruna Andrade disse...

Nossa, que arraso esse livro!
Adorei o fato de toda a parte gráfica do livro fazer referência a essas revistas, ficou muito bom mesmo! Já entrou pra minha lista de desejados. Parabéns, Samir!

EW disse...

Putzs, bela capa. Grande sacada a referência as antigas revistas policiais.

DanielHDR disse...

Muito obrigado pelo apoio e divulgação do nosso trabalho para a publicação!

Lucas Murtinho disse...

Linda capa. Parabéns.

Elmo disse...

Animal.
Sempre bom ver projetos elaborados com zelo pela aparência do produto final. Ficou muito bom mesmo.
Quando bati o olho, lembrei um pouco da capa do "O que os mortos sabem", da Coleção Negra da Record, mas nada de mais também.

marcus disse...

Existe alguma chance, ainda que remota, deste material sair em pdf ou epub?

Jóice disse...

Puxa, capa ficou linda! Tão quanto imagino que a história também esteja! Parabéns!!

Fernando Gil disse...

Olá, Samir.

Parabéns pela obra!

Passeando pelas páginas eu pude ter certeza de um trabalho muito bem organizado, com contos muito envolventes, considerando as linhas que já li.

Obrigado pela oportunidade de ter feito parte desta publicação.

Abraços!

Diego Moreira disse...

Oi, Samir

Meus parabéns por este trabalho fantástico.
Fico honrado de ter participado desta obra, mesmo que com uma singela ilustração.

Abraços e muito sucesso!!!

AddThis