quarta-feira, 7 de março de 2012

Água com açucar

Nunca ficou claro para mim qual era, exatamente, a diferença editorial entre Sabrina, Bianca e Júlia que justificasse serem três coleções diferentes, mas em uma matéria publicada no jornal O Povo (e reproduzida nesse blog), explica-se que "Sabrina era mais romântica e com sexo light, Júlia era para a mulher madura e independente, Bianca aborda o casamento com humor". A maioria dos textos eram traduzidos das publicações da editora americana Harlequin.

O que motiva esse post, além da vontade ocasional de povoar esse blog com um bom punhado de atrocidades estéticas para se manter a perspectiva, foi ter passado por uma banca de revistas e descobrir que esses livrinhos ainda são editados pela Nova Cultural. Embora em menor volume, uma vez que a própria Harlequin Books publica diretamente no país, e com pouca diferença em vinte anos - as capas continuam sendo, como sempre foram, a expressão mais honesta e sincera da breguice galopante.


"Agora que já me tem em seus braços, Carson, o que pretende fazer?".

"Diante da bela e exuberante Serafina, Donna parecia apagada e sem graça. E era esta mulher a sua rival no coração de Rick!"

"De uma adolescente sem atrativos à modelo mais sexy de Londres!"








Curiosamente, até mesmo esse vampiro parece mais másculo do que os de Crepúsculo.



E essas aqui são capas recentes onde, pelo que entendi, Bianca passou a ser dedicada à "romances místicos", Júlia a "romances históricos" e Sabrina "romances preciosos", seja lá o que isso signifique.



5 comentários:

.Djegovsky. disse...

No limite do brega? Bondade sua.
Mais algumas capas bregas aqui:

http://leionoescuro.blogspot.com/2011/04/capas-bregas.html?showComment=1318366865050#c4181202009369603138

sabrina coutinho disse...

Nossa, dei até risada quando vi do que o post se tratava! Hoje mesmo passei o tempo em uma banca e depois em um sebo e nos dois lugares me deparei com vários desses livrinhos que até doem o olho (pior que uma dessas lindas séries tem meu nome). Sempre me pego pensando: Afinal, quem lê isso?
Bom, tem gosto para tudo e você até pegou leve nessas capas, tem umas que pelo amor de deus! hahaha

Teacher Cris disse...

As capas das séries rômanticas são cópias das americanas e muitas dos anos 70 e 80, e sim elas são bregas mesmo. Hoje as capas de livros românticos e paperbacks (livros baratos, impressos em papel jornal e sem capa dura) ainda têm os mesmos temas: homem e mulher em pose sedutora. Entretanto, hoje existe a tendência de capas com pedaços de renda, flores, jóias, máscaras,paisagens bucólicas, enfim, menos óbvio mas ainda remetendo ao universo romântico.

Aos que perguntam que lê, eu respondo: minhas tias, tias-avós, sogras, e até mesmo eu, pois a leitura remete ao prazer pessoal, nem sempre conectado com o idealismo intelectual...

Alessandro Garcia disse...

Bah, rolou uma lágrima.

Minha mãe tem TONELADAS destes livros em sua casa (ladeadas por Sidney Sheldon e seus asseclas).

Reconheço que dei minhas bisolhadas ali, nestes livrinhos de capas SUTIS na minha tenra semi-adolescência, atraído pela promessa de descrições repletas de luxúria e selvageria.

João Fco Dantas disse...

A diferença entre as coleções: é que um é de romances históricos, outra de sobrenaturais e a outra de histórias mais contemporâneas.

Todas têm cenas de sexo tórridas.

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