quarta-feira, 29 de junho de 2016

Puffin Chalk

A Puffin Books - selo infanti da Penguin - lançou a coleção Puffin Chalk, um box de seis clássicos infantis com artes criadas com giz sobre quadro negro pelo Tanamachi Studio. Inpiradas pelo senso de aventura e diversão infantis, as capas foram produzidas completamente à mão, sobre quadro negro, e depois fotografadas. A direção de arte é de Deborah Kaplan e Kristin Logsdon.











Abaixo, um video em time-lapse com a criação da arte da capa em giz de O Mágico de Oz:



terça-feira, 28 de junho de 2016

Três capas para terça



Capa por Kiko Farkas e Ana Lobo, Máquina Estudio

Capa por Tamires Cordeiro



segunda-feira, 27 de junho de 2016

Fábulas de Esopo

Design de Flávia Castanheira


Fábulas de Esopo
Autor: Esopo
Designer: Flavia Castanheira
Ilustrações: Eduardo Berliner
Editora: Cosac Naify
Acabamento: capa em camurça com serigrafia, miolo em duas cores.

Dentro da linha de clássicos da literatura mundial que foram publicados pela extinta editora Cosac Naify, uma que se destaca era a edição com as 383 fábulas atribuidas a Esopo, traduzidas diretamente do grego por Maria Celeste C. Dezzotti. A editora convidou o artista Eduardo Berliner – destaque na 30ª Bienal de São Paulo – para também renovar a interpretação pictórica das fábulas, dispostas nesta edição em ordem alfabética. Ao incorporar a ideia de que os textos trazem animais metaforizando homens, Berliner misturou partes dos corpos de animais e de humanos, em situações que fossem tão irônicas e perturbadoras quanto as narradas no texto.
Em nanquim preto, as ilustrações dividem espaço com as fábulas impressas em vermelho, dispostas cada uma em uma página, como se a proposta fosse oferecer ao leitor um texto por dia. Esse conceito é reforçado pelo tamanho do livro, de proporções pequenas e confortáveis para a leitura. Abaixo, uma entrevista com a designer Flávia Castanheira, (já anteriormente entrevistada nesse blog sobre a edição de Bambi, uma das últimas lançadas pela Cosac).

Como foi o processo criativo para o livro? O que veio antes, a escolha do formato ou as ilustrações?
Acho que começamos escolhendo o artista que ia ilustrar o livro, o Eduardo Berliner. Já pensávamos em resolver as ilustrações com uma cor só, pois o livro era muito extenso e seria inviável produzí-lo com 4 cores. Então procuramos um artista que trabalhasse bem com desenho, com nanquim... Já havia visto alguns cadernos de esboço do Berliner e achei que seria uma ótima opção.
O formato também foi uma coisa que defini logo no início, em função do tamanho da maioria dos textos, bem curtinhos. A ideia é que coubesse uma fábula por página (são poucas as que não cabem), que funcionasse como um livro que a pessoa pudesse ler em qualquer ordem, abrir aleatoriamente e ler uma fábula de cada vez. Um livro pequeno, fácil de carregar, de levar junto. 

Como surgiu a ideia de separar, visualmente, a "moral da história" de cada fábula?
Essa na verdade foi uma exigência inicial da tradutora e da editora, porque historicamente as fábulas eram instrumentos de argumentação em discussões, e não tinham essa "moral" associada da maneira que costumamos ver. Elas queriam que a leitura da fábula e da "moral" pudesse acontecer em dois momentos, mas também que não fosse uma coisa difícil de consultar, como seria se simplesmente puséssemos todas as "morais" no final do livro.
Então pensei na solução de colocá-las menores, no rodapé, em outra orientação que a do texto principal. Assim, a leitura não seria imediata mas estaria ali, à mão.

Houve dificuldades técnicas que precisaram ser contornadas, em termos de design e produção gráfica?
Em termos do design não, foi um livro muito prazeroso de fazer. O processo de trabalho com o Berliner foi ótimo, era delicioso receber as remessas dos desenhos incríveis que ele ia produzindo.
Em termos de produção, tivemos algumas dificuldades com a impressão na camurça. Experimentamos hotstamping (não dava certo e descascava loucamente) e serigrafia, e me lembro que nos primeiros testes a tinta branca usada na serigrafia era muito transparente e o resultado era um rosa "danone". Fizemos mais testes com outra tinta e com duas passadas de branco, até chegarmos no resultado final.

Flávia Castanheira nasceu em Belo Horizonte, em 1974. Em São Paulo desde 2000, vem se dedicando ao design gráfico editorial. Trabalhou como assistente no estúdio do arquiteto e designer Rafic Farah, e nas revistas Bravo! e Caros Amigos. Como freelancer, fez capas e projetos de livros e revistas para vários clientes, como Companhia das Letras, Senac-SP, Zahar, Bei, Instituto Moreira Salles, Edusp, Conrad, entre outros. Trabalhou na Cosac Naify em 2006 e 2007, e novamente entre 2012 e 2015, onde foi responsável por capas e projetos gráficos de vários livros, e coordenação dos projetos gráficos dos livros infanto-juvenis da editora.

O livro Esopo – fábulas completas já ganhou os seguintes prêmios:
2015 Destaque – 11ª Bienal Brasileira de Design Gráfico da ADG
2014 Melhor Projeto Gráfico – Prêmio Aloísio Magalhães – Biblioteca Nacional
2014 2º lugar categoria Projeto Gráfico – Prêmio Jabuti – CBL
2014 Menção Honrosa categoria Ficção – I Prêmio Latinoamericano de Desenho Editorial

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Brasileiros no exterior (10)

Mais capas de autores brasileiros sendo lançados no exterior.

ITÁLIA

Tempo de Espalhar Pedras, de Estevão Azevedo
Diário da Queda, de Michel Laub

POLÔNIA


Dias Perfeitos, de Rafael Montes
Barba Ensopada de Sangue, de Daniel Galera

FRANÇA

F, de Antônio Xerxenesky
Dias Perfeitos, de Raphael Montes


quinta-feira, 23 de junho de 2016

Linha do Tempo do Design Gráfico no Brasil



Um levantamento sobre o design gráfico brasileiro desde o século XIX até o final do século XX, Linha do Tempo do Design Gráfico no Brasil é provavelmente uma das obras (senão A obra) mais importantes já lançadas sobre design no país. Organizadas em 10 capítulos cronológicos por Chico Homem de Melo e Elaine Ramos, elas resgatam a memória histórica e afetiva, compondo um retrato visual de década a década. A obra reúne peças de designers como Santa Rosa, Aloisio Magalhães e Manoel Bandeira, e de artistas plásticos como Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral.




Os exemplares vêm com sobrecapa que pode ser montada de quatro formas diferentes. O miolo, inteiramente colorido, contém dobras e impressão com tinta fluorescente. Clique nas imagens para ampliar.




quarta-feira, 22 de junho de 2016

Puffin Pixels

A Puffin, selo infantil da Penguin, lançou a coleção Puffin Pixel, com edições em capa dura com artes de capa e guardas que transformam clássicos infanto-juvenis em video-games de 8 bits. As artes são do ilustrador Michael B. Myers Jr.








Abaixo, as artes das guardas de alguns dos livros, com os "mapas dos mundos" de cada obra:

A Ilha do Tesouro
As Aventuras de Robin Hood
Lendas de Heróis Gregos
Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda
Abaixo, a arte aberta de capa e contracapa de alguns dos volumes.

A Família Robinson (clique para ampliar)
Lendas de Heróis Gregos
Rei Arthur e os Cavaleiros da Távora Redonda
Aventuras de Robin Hodd


terça-feira, 21 de junho de 2016

Três Xico Sá para terça

Três capas de livros do Xico Sá criadas pelo Marcelo Martinez, do estúdio Laboratório Secreto.


Sobre as capas, Martinez explica que, em "Modos de Macho", ainda pelo antigo estúdio Porto+Martinez, usou um lettering customizado, desenhado a partir de pesquisas com tipografia vernacular. "Acabamos por criar a fonte de fato, para facilitar o uso também no miolo".


"Já em "Chabadabadá" (2010), chamei o Benício para as ilustrações. Visitei seu estúdio e escolhemos algumas imagens do arquivo dele de pulps para usarmos no miolo. O plano original era que ele fizesse uma arte inédita para a capa, mas gosto tanto desse material antigo dele que acabei separando uma das artes para uso na capa".



"Essa última foi a primeira que teve uma ilustração minha". ex´plica Martinez. "Como mudamos o formato físico do livro para a última parte da trilogia, achei que cabia uma abordagem mais pop".






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