Nunca ficou claro para mim qual era, exatamente, a diferença editorial entre Sabrina, Bianca e Júlia que justificasse serem três coleções diferentes, mas em uma matéria publicada no jornal
O Povo (e reproduzida
nesse blog), explica-se que "Sabrina era mais romântica e com sexo light, Júlia era para a mulher madura e independente, Bianca aborda o casamento com humor". A maioria dos textos eram traduzidos das publicações da editora americana Harlequin.
O que motiva esse post, além da vontade ocasional de povoar esse blog com um bom punhado de atrocidades estéticas para se manter a perspectiva, foi ter passado por uma banca de revistas e descobrir que esses livrinhos ainda são editados pela Nova Cultural. Embora em menor volume, uma vez que a própria Harlequin Books publica diretamente no país, e com pouca diferença em vinte anos - as capas continuam sendo, como sempre foram, a expressão mais honesta e sincera da breguice galopante.
"Agora que já me tem em seus braços, Carson, o que pretende fazer?".
"Diante da bela e exuberante Serafina, Donna parecia apagada e sem graça. E era esta mulher a sua rival no coração de Rick!"
"De uma adolescente sem atrativos à modelo mais sexy de Londres!"
Curiosamente, até mesmo esse vampiro parece mais másculo do que os de Crepúsculo.
E essas aqui são capas recentes onde, pelo que entendi,
Bianca passou a ser dedicada à "romances místicos",
Júlia a "romances históricos" e
Sabrina "romances preciosos", seja lá o que isso signifique.