terça-feira, 13 de outubro de 2009

Penguin Clothbound Classics – Série 2

Design de Coralie Bickford-Smith

Ratos de livraria já devem ter percebido (ao menos, na Livraria Cultura) uma luxuosa coleção da Penguin Books de clássicos encadernados em capa dura, com capas de tecido. A coleção, cuja primeira leva incluía Flaubert (Madame Bovary), Charles Dickens (Grandes Esperanças), Austen (Orgulho & Preconceito, Razão & Sensibilidade), Oscar Wilde (Retrato de Dorian Gray) e Dostoievski (Crime e Castigo), entre outros, foi criada para ser vendida exclusivamente na rede de livrarias inglesa Waterstone. Felizmente não tão exclusivamente assim – comprei Orgulho e Preconceito (imagem à esquerda), meio de impulso mas não me arrependo, na Cultura de Porto Alegre no começo do ano.



Agora há uma segunda leva (e espero ver ela logo nas prateleiras por aqui). Também criada pela designer inglesa Coralie Bickford-Smith (que fez o design da coleção Boy’s Adventures e Sherlock Holmes para a Penguin), é delírio estético pra bibliófilo nenhum botar defeito: o estilo de Bickford-Smith, sempre privilegiando paletas de duas cores e padronagens tipográficas, dá todo um ar de livrão clássico, como se tivesse sido produzido manualmente numa prensa tipográfica a cem anos atrás. A encadernação é com tecido, cada capa repete um padrão que se identifica com o conteúdo: as ondas na Odisséia, os papagaios na Ilha do Tesouro. E tem uma fitinha de marca-página (com a cor combinando com o livro, claro – são essas pequenas frescuras que fazem a diferença num projeto assim).


Essa nova fornada de livros inclui Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho, Oliver Twist (Dickens), O Cão dos Baskervilles (Conan Doyle), Emma (Jane Austen), A Odisséia (Homero), A Ilha do Tesouro (Stevenson), A Mulher de Branco (Wilkie Collins), Sonetos e Uma queixa de um amante (Shakespeare), O Amante de Lady Chatterley (D.H. Lawrence) e Mulherzinhas (Louise May Alcott).

6 comentários:

bardorafa disse...

Realmente essas capas ficaram incríveis! O melhor de capas feitas em tecido é tocá-las, o tato nos traz uma sensação incrível durante a leitura, diferente das costumeiras capas laminadas ou em fosco.

Carmencita disse...

Para quem se disse um ex-capista...

Eu gosto também dessa capa:
http://tinyurl.com/nlx7np
Mas gosto ainda mais do conteúdo.

Veja o trabalho que deu:
http://vimeo.com/5228616
(Dispenso a capa de couro. Não gosto de maltratar as vaquinhas.)

Samir Machado disse...

Rafa: é por isso que tenho horror a ideia do livro digital.

Carmencita: Esse tipo de livro tem todo um charme próprio. Me lembram os antigos livros do Circulo do Livro, que não sei que fim levou.

Raquel disse...

Eu saí disparando da Cultura do Conjunto Nacional por causa dessas capas... não posso comprar mais nenhum Jane Austen este ano!

Lucas disse...

A Abril parece que tirou inspiração dessa idéia e está lançando uma coleção parecida com essa nas bancas...
Apesar da arte da capa ser muito mais sem graça, os livros (alguns também constam na primeira leva de Penguin) valem a pena e saem bem barato, 15 reais.
E óbvio, melhor ainda é o fato de achar livros que já estavam esgotados há um tempão... (Outra Volta do Parafuso, por exemplo, estava esgotado e é um livro esplêndido, para se ler e reler)

- Lucas
(Do blog Disse o corvo Nunca Mais: http://docnm.blogspot.com/)

niltonresende disse...

samir, postei seu post em meu blog: www.trajeslunares.wordpress.com

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