sexta-feira, 1 de julho de 2016

Alien

Lançado pela editora Aleph ano passado, Alien, de Alan Dean Foster, é a novelização oficial do roteiro de Dan O'Bannon lançada em 1979 para acompanhar o filme de Ridley Scott no mesmo ano. O autor é especialista no ramo: foram dele as novelizações oficiais da trilogia original de Guerra nas Estrelas (como ghost-writer para George Lucas, foram lançadas recentemente no Brasil pela Darkside Books), do primeiro filme de Jornada nas Estrelas (o argumento do filme era dele) e de quase todo filme de ficção científica dos anos oitenta, de O Buraco Negro à O Ultimo Guerreiro das Estrelas.


O livro havia sido lançado no Brasil em 1984 pela editora Editora Abril com o título de O Oitavo Passageiro com uma capa, hm, estranha, que vai abaixo a título de curiosidade. Aliás, curiosamente, o monstro da arte parece mais o space jockey do que os xenomorfos do filme. Como a continuação do filme só foi lançada em 1986 (com uma novelização, aliás, também escrita por Alan Dean Foster), é de se supor que na época, o design do monstro ainda não fosse tão conhecido como é hoje.

A capa da edição da Abril, de 1984.
Mas voltando ao que vale a pena discutir: o caprichado projeto gráfico da editora Aleph tem uma ilustração original produzida especialmente para a edição brasileira pelo estúdio Two Dots - responsável pelas artes de capa de jogos como Assassin's Creed e FarCry, além das capas brasileiras dos livros de Star Wars, também lançados pela Aleph.

A ilustração aplicada à capa e sem elementos (clique para ampliar).
O lettering de capa foi criado pelo designer brasileiro Pedro Inoue, enquanto que o miolo é do estúdio Desenho Editorial. Um detalhe interessante é o modo como o folhear das páginas simula a própria sequência de créditos de abertura do filme (que já constava do trailer), em que barras aparentemente aleatórias vão formando o título do filme.


Essa edição traz como material extra uma nota especial do autor à edição brasileira, e entrevistas com Ridley Scott e Sigourney Weaver, concedidas na época do lançamento do filme. Abaixo, detalhes do miolo e das artes do verso da capa e da contracapa.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Antologia de Literatura Fantástica


No que talvez seja um dos livros mais bonitos editados pela Cosac Naify, a Antologia de Literatura Fantástica, selecionada por Adolfo Bioy Casaresm Jorge Luís Borges e Silvina Ocampo, teve projeto gráfico de Elaine Ramos e Nathalia Cury, com ilustração de capa e guardas do ilustrador Zansky.








Abaixo, detalhes da ilustração de Zansky (clique para ampliar).









quarta-feira, 29 de junho de 2016

Puffin Chalk

A Puffin Books - selo infanti da Penguin - lançou a coleção Puffin Chalk, um box de seis clássicos infantis com artes criadas com giz sobre quadro negro pelo Tanamachi Studio. Inpiradas pelo senso de aventura e diversão infantis, as capas foram produzidas completamente à mão, sobre quadro negro, e depois fotografadas. A direção de arte é de Deborah Kaplan e Kristin Logsdon.











Abaixo, um video em time-lapse com a criação da arte da capa em giz de O Mágico de Oz:



segunda-feira, 27 de junho de 2016

Fábulas de Esopo

Design de Flávia Castanheira


Fábulas de Esopo
Autor: Esopo
Designer: Flavia Castanheira
Ilustrações: Eduardo Berliner
Editora: Cosac Naify
Acabamento: capa em camurça com serigrafia, miolo em duas cores.

Dentro da linha de clássicos da literatura mundial que foram publicados pela extinta editora Cosac Naify, uma que se destaca era a edição com as 383 fábulas atribuidas a Esopo, traduzidas diretamente do grego por Maria Celeste C. Dezzotti. A editora convidou o artista Eduardo Berliner – destaque na 30ª Bienal de São Paulo – para também renovar a interpretação pictórica das fábulas, dispostas nesta edição em ordem alfabética. Ao incorporar a ideia de que os textos trazem animais metaforizando homens, Berliner misturou partes dos corpos de animais e de humanos, em situações que fossem tão irônicas e perturbadoras quanto as narradas no texto.
Em nanquim preto, as ilustrações dividem espaço com as fábulas impressas em vermelho, dispostas cada uma em uma página, como se a proposta fosse oferecer ao leitor um texto por dia. Esse conceito é reforçado pelo tamanho do livro, de proporções pequenas e confortáveis para a leitura. Abaixo, uma entrevista com a designer Flávia Castanheira, (já anteriormente entrevistada nesse blog sobre a edição de Bambi, uma das últimas lançadas pela Cosac).

Como foi o processo criativo para o livro? O que veio antes, a escolha do formato ou as ilustrações?
Acho que começamos escolhendo o artista que ia ilustrar o livro, o Eduardo Berliner. Já pensávamos em resolver as ilustrações com uma cor só, pois o livro era muito extenso e seria inviável produzí-lo com 4 cores. Então procuramos um artista que trabalhasse bem com desenho, com nanquim... Já havia visto alguns cadernos de esboço do Berliner e achei que seria uma ótima opção.
O formato também foi uma coisa que defini logo no início, em função do tamanho da maioria dos textos, bem curtinhos. A ideia é que coubesse uma fábula por página (são poucas as que não cabem), que funcionasse como um livro que a pessoa pudesse ler em qualquer ordem, abrir aleatoriamente e ler uma fábula de cada vez. Um livro pequeno, fácil de carregar, de levar junto. 

Como surgiu a ideia de separar, visualmente, a "moral da história" de cada fábula?
Essa na verdade foi uma exigência inicial da tradutora e da editora, porque historicamente as fábulas eram instrumentos de argumentação em discussões, e não tinham essa "moral" associada da maneira que costumamos ver. Elas queriam que a leitura da fábula e da "moral" pudesse acontecer em dois momentos, mas também que não fosse uma coisa difícil de consultar, como seria se simplesmente puséssemos todas as "morais" no final do livro.
Então pensei na solução de colocá-las menores, no rodapé, em outra orientação que a do texto principal. Assim, a leitura não seria imediata mas estaria ali, à mão.

Houve dificuldades técnicas que precisaram ser contornadas, em termos de design e produção gráfica?
Em termos do design não, foi um livro muito prazeroso de fazer. O processo de trabalho com o Berliner foi ótimo, era delicioso receber as remessas dos desenhos incríveis que ele ia produzindo.
Em termos de produção, tivemos algumas dificuldades com a impressão na camurça. Experimentamos hotstamping (não dava certo e descascava loucamente) e serigrafia, e me lembro que nos primeiros testes a tinta branca usada na serigrafia era muito transparente e o resultado era um rosa "danone". Fizemos mais testes com outra tinta e com duas passadas de branco, até chegarmos no resultado final.

Flávia Castanheira nasceu em Belo Horizonte, em 1974. Em São Paulo desde 2000, vem se dedicando ao design gráfico editorial. Trabalhou como assistente no estúdio do arquiteto e designer Rafic Farah, e nas revistas Bravo! e Caros Amigos. Como freelancer, fez capas e projetos de livros e revistas para vários clientes, como Companhia das Letras, Senac-SP, Zahar, Bei, Instituto Moreira Salles, Edusp, Conrad, entre outros. Trabalhou na Cosac Naify em 2006 e 2007, e novamente entre 2012 e 2015, onde foi responsável por capas e projetos gráficos de vários livros, e coordenação dos projetos gráficos dos livros infanto-juvenis da editora.

O livro Esopo – fábulas completas já ganhou os seguintes prêmios:
2015 Destaque – 11ª Bienal Brasileira de Design Gráfico da ADG
2014 Melhor Projeto Gráfico – Prêmio Aloísio Magalhães – Biblioteca Nacional
2014 2º lugar categoria Projeto Gráfico – Prêmio Jabuti – CBL
2014 Menção Honrosa categoria Ficção – I Prêmio Latinoamericano de Desenho Editorial

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Brasileiros no exterior (10)

Mais capas de autores brasileiros sendo lançados no exterior.

ITÁLIA

Tempo de Espalhar Pedras, de Estevão Azevedo
Diário da Queda, de Michel Laub

POLÔNIA


Dias Perfeitos, de Rafael Montes
Barba Ensopada de Sangue, de Daniel Galera

FRANÇA

F, de Antônio Xerxenesky
Dias Perfeitos, de Raphael Montes


quinta-feira, 23 de junho de 2016

Linha do Tempo do Design Gráfico no Brasil



Um levantamento sobre o design gráfico brasileiro desde o século XIX até o final do século XX, Linha do Tempo do Design Gráfico no Brasil é provavelmente uma das obras (senão A obra) mais importantes já lançadas sobre design no país. Organizadas em 10 capítulos cronológicos por Chico Homem de Melo e Elaine Ramos, elas resgatam a memória histórica e afetiva, compondo um retrato visual de década a década. A obra reúne peças de designers como Santa Rosa, Aloisio Magalhães e Manoel Bandeira, e de artistas plásticos como Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral.




Os exemplares vêm com sobrecapa que pode ser montada de quatro formas diferentes. O miolo, inteiramente colorido, contém dobras e impressão com tinta fluorescente. Clique nas imagens para ampliar.




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