Maps and Legends, reunião de ensaios do escritor norte-americano Michael Chabon e editado pela McSweeney's, tem um elaborado design de sobrecapas compostas, que criam um efeito muito bacana de camadas. Vários dos temas abordados nos artigos - fan fictions de Sherlock Holmes, cidades planejadas, A Estrada de Cormac McCarthy, o discurso sobre quadrinhos da cerimônia do Prêmio Eisner de 2004, deuses nórdicos - aparecem nas camadas. O design é de Jordan Crane.
sexta-feira, 10 de junho de 2016
Maps and Legends
Maps and Legends, reunião de ensaios do escritor norte-americano Michael Chabon e editado pela McSweeney's, tem um elaborado design de sobrecapas compostas, que criam um efeito muito bacana de camadas. Vários dos temas abordados nos artigos - fan fictions de Sherlock Holmes, cidades planejadas, A Estrada de Cormac McCarthy, o discurso sobre quadrinhos da cerimônia do Prêmio Eisner de 2004, deuses nórdicos - aparecem nas camadas. O design é de Jordan Crane.
quinta-feira, 9 de junho de 2016
Mary Poppins
Em 2014, a Cosac Naify lançou o clássico infanto-juvenil Mary Poppins, de P. L. Travers, em edição ilustrada pelo estilista Ronaldo Fraga. O livro tem algumas peculiaridades interessantes, em especial a de ser lançado em dois formatos: uma edição comum, para venda em livraria, e outra especial, para colecionadores, com tiragem limitada e vendida somente online. O projeto gráfico é de Tereza Bettinardi e Flávia Castanheira.
A edição de luxo vinha dentro de uma luva com abas que se abrem para formar uma maleta, como a própria maleta de carpete da personagem, além de uma capa com a roupa caracteristica de Mary Poppins, e também o detalhe da lombada desencadernada.
Já a edição comum também tem as costuras à mostra, com a lombada desencadernada e o título do livro impresso na junção dos cadernos, mas tendo como capa o que na edição especial é o pattern da maleta.
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| Capa da edição comum (sem luva "maleta") |
Abaixo, algumas das páginas internas do livro, com as ilustrações bordadas de Ronaldo Fraga.
quarta-feira, 8 de junho de 2016
David Copperfield
A edição que a extinta Cosac Naify lançou para o David Copperfield de Charles Dickens, um pequeno tijolo de mil e trezentas páginas e design tipográfico de Nathalia Cury e Paulo André Chagas.
terça-feira, 7 de junho de 2016
segunda-feira, 6 de junho de 2016
Pelican Shakespeare
Capas da coleção The Pelican Shakespeare, pelo selo Pelican, da Random House. Designs de Manuja Waldia. Capas escuras para as tragédias, capas claras para as comédias.
sexta-feira, 3 de junho de 2016
Neuromancer
Neuromancer, clássico ciberpunk de William Gibson que inspirou a série de filmes Matrix, numa ambiciosa edição da Aleph, comemorativa dos 30 anos da publicação original do livro. A edição vem desencadernada, com as costuras à mostra, e protegida por uma luva. O design genial é de Pedro Inoue.
quinta-feira, 2 de junho de 2016
Casos Filosóficos
Design de Elmo Rosa
Casos Filosóficos
Autor: Martin Cohen
Designer: Elmo Rosa
Editora: Civilização Brasileira
Ilustrações: Raul Gonzales
Fonte: desenhada para o projeto
Sócrates foi realmente a figura santificada que se tornou para a filosofia? Por que é duvidoso que Descartes tenha de fato afirmado 'Penso, logo existo'? E o que Sartre tinha contra garçons, afinal? A história da filosofia é cheia de grandes casos - muitos deles invenções, interpretações equivocadas, mentiras e lorotas. Em Casos Filosóficos, lançado pela Civilização Brasileira em 2012, Martin Cohen desconstrói e relaciona vários grandes casos da história da filosofia. Abaixo, uma entrevista com Elmo Rosa, designer do capa e criador do projeto gráfico da edição.
Como foi o processo criativo para essa capa? Como surgiu a ideia de associar com as revistas de terror da EC Comics?Elmo Rosa: O livro consiste de uma coletânea de fatos curiosos sobre as vidas pessoais de alguns dos mais proeminentes filósofos da história. Ele procura demonstrar que esses indivíduos incríveis, em boa parte do
tempo, eram também pessoas comuns, como nós, com suas trivialidades e fragilidades. A editora demandou que o design da capa deste livro caminhasse no sentido oposto do que, normalmente, espera-se de um livro de filosofia. Que conferíssemos a ela uma aparência que a afastasse de qualquer associação com o aspecto mais árido, erudito, característico desse tipo de literatura. Indo ainda além, ela solicitou explicitamente que essa capa tivesse um viés bastante pop.
ER: Com isso, uma outra parte dos elementos gráficos que utilizei, busquei nas capas das revistas em quadrinhos da Marvel Comics dos anos 1970 e 1980, época em que meu pai costumava colecioná-las. Havia pilhas delas em casa, que acabaram por fazer parte do meu imaginário visual desde a infância. Na época, as cabeças dos super-heróis que apareceriam na história figuravam meio que 'amontoadas' no canto superior esquerdo das capas das revistas. Jamais poderia deixar passar a oportunidade de acrescentá-las ao leiaute. Onde nas capas dos quadrinhos da Marvel, ficava o selo do Comics Code Authority, eu posicionei o logotipo da editora. Também mantive no topo da capa a grande barra negra aonde originalmente vinha escrito 'Marvel Comics'. Para minha sorte, as letras iniciais do nome do autor, 'Martin Cohen', eram providencialmente as mesmas da editora de quadrinhos americana.
ER: No mais, procurei povoar a capa com os mesmos tipos de chamadas que constavam nas capas dos quadrinhos da Marvel. Fiz, inclusive, um grande splash para informar o crédito do artista das ilustrações do
Casos Filosóficos
Autor: Martin Cohen
Designer: Elmo Rosa
Editora: Civilização Brasileira
Ilustrações: Raul Gonzales
Fonte: desenhada para o projeto
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| clique para ampliar |
Como foi o processo criativo para essa capa? Como surgiu a ideia de associar com as revistas de terror da EC Comics?Elmo Rosa: O livro consiste de uma coletânea de fatos curiosos sobre as vidas pessoais de alguns dos mais proeminentes filósofos da história. Ele procura demonstrar que esses indivíduos incríveis, em boa parte do
tempo, eram também pessoas comuns, como nós, com suas trivialidades e fragilidades. A editora demandou que o design da capa deste livro caminhasse no sentido oposto do que, normalmente, espera-se de um livro de filosofia. Que conferíssemos a ela uma aparência que a afastasse de qualquer associação com o aspecto mais árido, erudito, característico desse tipo de literatura. Indo ainda além, ela solicitou explicitamente que essa capa tivesse um viés bastante pop.
ER: A capa original estrangeira, da editora Wiley-Blackwell, já fazia essa associação que você mencionou, com capas de revistas em quadrinhos de terror antigas. Decidi manter esse conceito no leiaute da capa da
edição brasileira. Afinal, adotar uma identidade visual similar à de uma capa de revista em quadrinhos, de antemão, já resolveria a demanda da editora por uma orientação pop para a capa do livro. Além disso,
como o livro compunha-se de uma seleção de diversos textos, aquelas janelas circulares com legendas, características desse tipo de capa de revista em quadrinhos seriam providenciais para que eu pudesse
destacar mais de uma dessas tramas, além do conto que eu selecionasse para ilustrar a área maior da capa.
Entretanto, como disse, os textos de modo algum eram relacionados ao universo do terror. Portanto, colhi desse tipo de linguagem visual apenas aquilo que acrescentava algo ao leiaute.
edição brasileira. Afinal, adotar uma identidade visual similar à de uma capa de revista em quadrinhos, de antemão, já resolveria a demanda da editora por uma orientação pop para a capa do livro. Além disso,
como o livro compunha-se de uma seleção de diversos textos, aquelas janelas circulares com legendas, características desse tipo de capa de revista em quadrinhos seriam providenciais para que eu pudesse
destacar mais de uma dessas tramas, além do conto que eu selecionasse para ilustrar a área maior da capa.
Entretanto, como disse, os textos de modo algum eram relacionados ao universo do terror. Portanto, colhi desse tipo de linguagem visual apenas aquilo que acrescentava algo ao leiaute.
ER: Com isso, uma outra parte dos elementos gráficos que utilizei, busquei nas capas das revistas em quadrinhos da Marvel Comics dos anos 1970 e 1980, época em que meu pai costumava colecioná-las. Havia pilhas delas em casa, que acabaram por fazer parte do meu imaginário visual desde a infância. Na época, as cabeças dos super-heróis que apareceriam na história figuravam meio que 'amontoadas' no canto superior esquerdo das capas das revistas. Jamais poderia deixar passar a oportunidade de acrescentá-las ao leiaute. Onde nas capas dos quadrinhos da Marvel, ficava o selo do Comics Code Authority, eu posicionei o logotipo da editora. Também mantive no topo da capa a grande barra negra aonde originalmente vinha escrito 'Marvel Comics'. Para minha sorte, as letras iniciais do nome do autor, 'Martin Cohen', eram providencialmente as mesmas da editora de quadrinhos americana.
ER: No mais, procurei povoar a capa com os mesmos tipos de chamadas que constavam nas capas dos quadrinhos da Marvel. Fiz, inclusive, um grande splash para informar o crédito do artista das ilustrações do
miolo. Decidi também utilizar apenas a combinação de duas cores – preto e laranja, e de ampliar as retículas, criando assim falsos e intencionais erros de registro, tudo sobre cartão reciclado. Isso
reforçaria o enfoque mais acessível que, conforme mencionei anteriormente, a editora pretendia para o design. Além de deixar a capa ligeiramente com jeito de fanzine.
reforçaria o enfoque mais acessível que, conforme mencionei anteriormente, a editora pretendia para o design. Além de deixar a capa ligeiramente com jeito de fanzine.
Como foi o processo de criação das ilustrações, e a definição do visual de cada "personagem"?
Não sou um ilustrador. Mas gostava, na adolescência, de desenhar personagens, no estilo das histórias em quadrinhos de super-heróis. Isso possibilitou-me confeccionar as ilustrações para a capa deste livro. Não houve necessariamente um processo de criação das ilustrações ou uma definição visual de cada personagem. Apenas imprimia imagens dos filósofos da internet e tentava desenhá-las nesse estilo. Fazia os desenhos primeiramente a grafite e, posteriormente, com o auxílio de uma mesa de luz, finalizava a nanquim com pincéis. Achei o conto que tinha Rousseau como protagonista o mais interessante visualmente. Pelo que lembro, ele furtava um colar, e colocava a culpa do roubo em uma governanta. Passou, a partir de então, a ter pesadelos com a serviçal vindo vingar-se dele. Foi o texto que escolhi para servir de base à ilustração principal da capa.
O código de barras da capa é o mesmo da contracapa? Houve alguma dificuldade técnica em relação a isso?
Sim, é o mesmo. Uma vez que ele estaria repetido na quarta capa, no tamanho padrão da editora, não me preocupei se ele funcionaria ou não como um código de barras real. Hoje, talvez tivesse feito o teste e,em caso de sucesso, tentasse convencer o editor a eliminá-lo da quarta capa.
Qual a fonte utilizada? Ela foi criada para esse livro?
O título é uma caligrafia que confeccionei especificamente para esta capa. O restante são fontes de que eu já dispunha, e que assemelhavam-se com as utilizadas nas revistas em quadrinhos da Marvel Comics (mas nada de Comic Sans!).
Elmo Rosa é um designer editorial especializado em confecção de livros, e ama esse ofício.
Sim, é o mesmo. Uma vez que ele estaria repetido na quarta capa, no tamanho padrão da editora, não me preocupei se ele funcionaria ou não como um código de barras real. Hoje, talvez tivesse feito o teste e,em caso de sucesso, tentasse convencer o editor a eliminá-lo da quarta capa.
Qual a fonte utilizada? Ela foi criada para esse livro?
O título é uma caligrafia que confeccionei especificamente para esta capa. O restante são fontes de que eu já dispunha, e que assemelhavam-se com as utilizadas nas revistas em quadrinhos da Marvel Comics (mas nada de Comic Sans!).
Elmo Rosa é um designer editorial especializado em confecção de livros, e ama esse ofício.
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