terça-feira, 10 de agosto de 2010

BestBolso

Três capas da coleção BestBolso, todas criadas pelo designer e ilustrador Rafael Nobre.

Caetés, de Graciliano Ramos (finalista do concurso Melhor Capa 2009 da Getty Images)



Pedro Páramo, de Juan Rulfo.



Bom dia, Tristeza, de François Sagan.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Três capas para a terça-feira

A sombra da guilhotina, de Hilary Mantel (ed. Record). Capa por Gabinete das Artes. Pode parecer um layout simples à primeira vista, mas na minha opinião a escolha da fonte fez toda a diferença ali.


Amanhã com Sorvete
, de Assionara Souza (Ed. 7Letras). Capa por Marcos Beccari.


O estranho mundo de Zofia e outras historias, de Kelli Link (Leya Brasil). Capa por Retina 78.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Penguin na Companhia

No final de julho chegam às livrarias os primeiros títulos do selo Penguin Companhia. E para alegria geral, mantendo o padrão que a Penguin Classics usa desde 2002 para livros de ficção e não-ficção (pra quem tiver interesse, um ótimo artigo no The Guardian sobre a evolução do design da coleção Penguin Classics ao longo do século XX, aqui). Veja as quatro capas abaixo.

O príncipe, de Maquiavel. Sobre a arte da capa, um retrato feito por Rafael para Lorenzo de Médici (o neto, não o Magnífico), um excelente post no blog da Companhia das Letras detalha o processo de escolha da capa e as outras opções criadas, incluindo uma feita por Laerte.



Pelos olhos de Maisie, de Henry James. Arte de Moema Cavalcanti.



Joaquim Nabuco Essencial
, de Evaldro Cabral de Melo.



O Brasil Holandês, de de Evaldro Cabral de Melo. Esse modelo sóbrio é uma variação do padrão criado por Jan Tschichold para a Penguin na primeira metade do século XX.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O Vidiota

Design por Estúdio Insólito


O vidiota
Autor: Jerzy Kosinsky
Designer: Lauro Machado, Jamil Li Causi (Estúdio Insólito) e Rafael Saraiva (Ediouro)
Editora: Ediouro
Fonte: FF Din

A capa de O Vidiota me chamou a atenção de imediato na livraria, justamente pela peculiaridade de não ter nenhuma informação na capa sobre o título ou o nome do autor - coisa pouco comum no mercado brasileiro, embora não faltem exemplos de belíssimos trabalhos assim em editoras estrangeiras (uma observação pessoal: essa capa foi minha principal referência e argumento na Não Editora, na hora de defender que a capa deO professor de botânica não tivesse nada escrito). Pra quem não fez a associação ainda, esse livro (no original, Being There) já foi adaptado para o cinema com Peter Sellers no papel principal, sob o título Muito além do Jardim.


Abaixo, uma rápida entrevista com Lauro Machado, do Estúdio Insólito, sobre o processo de criação do design dessa capa.

O que você acredita que faz de uma capa de livro uma boa capa de livro?
Isso varia muito, porque não existe fórmula. temos que saber relativizar, pois a abordagem visual depende muito do nicho de mercado do livro. mas fora isso, um bom trabalho tipográfico é fundamental, seja ele mais inovador ou conservador – a não ser que se faça uma capa sem título. =)

Como foi o processo criativo para essa capa? Houve um direcionamento específico que levou ao resultado final (considerando que o livro já foi adaptado no cinema)? Havia alguma limitação, dificuldade ou desafio específico colocado no briefing?
Nesse caso a principal dificuldade estava na falta de posicionamento da editora em relação ao livro, gerando um processo de tentativa e erro. pelo lado bom isso nos deu a liberdade de tentar uma solução mais inusitada, e acabamos sendo surpreendidos com a aprovação da opção. De uma maneira geral procuramos dar um tom mais contemporâneo ao livro, em alguns estudos usamos a figura do protagonista com a bengala e o chapéu, que remete ao filme, em outros focamos na tv e por fim, a partir de uma passagem do livro, tivemos a ideia do confinamento, da alienação, como se ele residisse dentro da tv.


E a imagem da capa, qual a origem dela?
Foi retirada de um filme, é um detalhe de uma cena e por isso tivemos que contratar um fotógrafo para captar a imagem em alta resolução e assim manter a textura da tela bem nítida.

Qual a fonte utilizada para o título na contracapa, e porquê a escolha daquela fonte específica em relação à arte?
Escolhemos a ff din condensed porque queríamos uma fonte limpa e com bastante impacto visual para dar personalidade à quarta capa. uma fonte com desenho mais extendido resultaria num corpo menor e menos impactante.


É bastante incomum uma capa de livro que não leva nem título nem nome do autor na capa, no mercado brasileiro. Qual a tua opinião sobre isso, seria medo de correr riscos? O impacto visual da capa na prateleira anularia esse risco?
Com esse livro aconteceu algo peculiar. apesar do grande apelo visual e de sempre ter a capa elogiada em algumas das livrarias ele era colocado "de costas" com a quarta capa, onde está o título, para frente. isso é reflexo de um mercado e uma cultura visual ainda em desenvolvimento. e com um mercado consumidor ainda pequeno, as editoras, em sua maioria, tendem a ser um pouco mais conservadoras se atendo à premissas nem sempre verdadeiras.

Formado pelos designers Jamil Li Causi e Lauro Machado, o Estúdio Insólito atua em projetos de identidade visual, institucionais e de ilustração para os mais variados clientes e segmentos. No mercado editorial, desenvolve capas e projetos de gráficos para as editoras Record, Ediouro, Agir, Objetiva e Senac Rio, entre outras. Entre os seus trabalhos estão "O trem de ouro", de Miroslaw M. Bujko, "China S.A", de Ted C. Fishman e "Nao Hara, culinária japonesa, sabores tropicais", finalista do gourmand world cookbook award na categoria melhor capa.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Seis capas para a terça-feira

Uma característica de capas de livros de não-ficção, especialmente as relacionadas a assuntos não-literários, me parece ser a escolha pela funcionalidade no design, dando resultados que, embora à primeira vista possam parecer simples, resultam em capas bastante chamativas na prateleira da livraria (objetivo, no final das contas, de toda capa de livro). Pra compensar o atraso da falta de post semana passada, seguem seis capas para livros de não-ficção.

Lenin, Stalin e Hitler - A era da catástrofe social, de Robert Gellately (Ed. Record). Capa por Estúdio Insólito.



A Grande História: do Big Bang aos dias de hoje, de Cynthia Stokes Brown (Ed. Civilização Brasileira). Capa por Axel Sande, do estúdio Gabinete das Artes.



O Sul mais distante, de Gerald Horne (Companhia das Letras), capa de Rita da Costa Aguiar.



A teoria das janelas quebradas, de Drauzio Varella (Companhia das Letras). Capa de Warrakloureiro.



A Falsa Economia, de Alan Beattie (Zahar Editora). Capa por Sérgio Campante.



Uma história comestível da Humanidade, de Tom Standage (Zahar). Capa por Rafael Nobre.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Coleção de bolso da Hedra

No caso de coleções de livros clássicos, o desafio é sempre o de se ter um modelo padrão que torne a coleção identificável como um todo sem que, com isso, mate as possibilidades de cada livro ter sua própria personalidade. Por exemplo, não gosto do modelo da coleção Sabor Literário da editora José Olympio, que trata autores tão diferentes quanto Machado de Assis, Melville e Jim Dodge com a mesma indiferença de uma capa cor de creme.

Claro, sempre existe a Martin Claret pra nos lembrar do quão discutível em termos de bom-senso estético uma capa de livro pode chegar.

Mas enfim, a coleção de bolso da editora Hedra tem um modelo bem característico e identificável. Creio que o trabalho do capista as vezes é só escolher a imagem certa e sair do caminho, e nisso vai aqui uma seleção de capas bem interessantes de livros editados pela Hedra.








E, claro, há de se respeitar quem faça uma capa para o Bom-Crioulo do Adolfo Caminha sem medo de abordar a temática "amor gay interracial entre marinheiros" (ok, os pontos "interracial" e "marinheiros" não estão aparentes nessa capa, mas o tanquinho depilado do negão é bem gay), mas também evitando cair num visual primo pobre de uma cruza entre Querelle com Pierre et Gilles (alerta de cafonice a vista: clique nesse link por sua conta e risco).

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Espanhol para o público americano

Vintage Español é um selo da editora Knopf para publicação de livros em espanhol no mercado americano. Não publicam apenas autores que tenham o espanhol como lingua nativa, mas também livros traduzidos para o espanhol. Abaixo, capas criadas por John Gall para livros de Roberto Bolaño.




terça-feira, 22 de junho de 2010

Série Crônicas Saxônicas

Mais uma criação de Marcelo Martinez (cuja entrevista sobre a capa de Azincourt, também um livro do inglês Bernard Cornwell, é campeã de acessos neste blog) e do estúdio Laboratório Secreto, com ilustrações de Kako. O bacana dessas capas é que todas juntas, quando colocadas lado a lado, formam uma única ilustração, com o destaque para o vermelho. Além disso, a primeira tiragem de cada volume é impressa em tinta metalizada (clique abaixo pra ver as cinco capas lado a lado).


Originalmente pensada como uma quadrilogia, com o lançamento recente de Terra em Chamas foi preciso encaixar uma ilustração a mais na sequência.


Qualquer coincidência é mera semelhança: a referência da ilustração acabou se tornando um easter-egg para os fãs do leitor, conforme noticiado no site Jovem Nerd, em entrevista com Marcelo Martinez.


“Enviamos um rafe da capa pro Kako, com um barbudão segurando um machado, e ele voltou com a ideia do Technoviking. Caí na gargalhada e topei na hora, é claro! Só fizemos alguns ajustes mínimos antes dele finalizar.
E a vinheta do martelo do Thor foi sugestão de Phreddie, um leitor mais do que empolgado que estava numa palestra minha. Ao final ele se apresentou e sugeriu o martelo de Thor que ele usava como pingente (que por sinal, parece uma cabeça de Princesa Leia com boca de boneca inflável) para ser a vinheta do livro. Achei ótimo.
Fazer o Cornwell é sempre divertido!”

Uma das coisas bacanas em relação às capas dos livros de Bernard Cornwell, e que será tema de um post futuro, é justamente essa interação entre o público, editora e designer. Em relação à referência à Princesa Léia, está no detalhe acima do decodificador da coleção (veja imagem abaixo, cortesia do site Bernard Cornwell Brasil).

Mais três para terça

Mais três capas para a terça-feira, desta vez de graphic novels nacionais recentes.

Começando com aquela que é provavelmente a graphic novel mais aguardada desse ano, a belíssima capa de Cachalote, de Daniel Galera e Rafael Coutinho, Quadrinhos na Cia. Capa de Elisa V. Randow sobre ilustração de Rafael Coutinho.


Xampu - Lovely Losers, de Roger Cruz, pela Devir.


Memória de Elefante, de Caerto, pela Quadrinhos na Companhia.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Três para terça

Você está aqui, de Chritopher Potter, Companhhia das Letras. Capa por Estúdio Retina_78.


Bievenido - um passeio pelos quadrinhos argentinos, de Paulo Ramos, editora Zarabatana Books. Capa de Liniers.


O guardador de segredos, de Davi Arriguci Jr, Companhia das Letras. Capa por Rita da Costa Aguiar.

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