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segunda-feira, 4 de julho de 2016

Objetos de Desejo


Objetos de Desejo: design e sociedade desde 1750, de Adrian Forty, examina a aparência dos bens de consumo nos 200 anos seguintes à introdução da produção mecanizada, com exemplos que vão de canivetes a computadores, de máquinas de costura a vagões de metrô. O livro foi lançado pela Cosac Naify em 2007 com uma proposta bem bacana de crie-sua-capa. também é um bom exemplo variante do conceito de capa sem nenhuma informação textual. O projeto gráfico é de Flávia Castanheira.

A cartela de adesivos que acompanha cada edição do livro.
O livro acompanha uma cartela de adesivos onde constam o título, o nome do autor e o logo da editora, mais algumas ilustrações, que podem ser destacados e colados na capa como o leitor bem desejar, fazendo com que cada capa seja única dentro de um processo padronizado.





quinta-feira, 30 de junho de 2016

Antologia de Literatura Fantástica


No que talvez seja um dos livros mais bonitos editados pela Cosac Naify, a Antologia de Literatura Fantástica, selecionada por Adolfo Bioy Casaresm Jorge Luís Borges e Silvina Ocampo, teve projeto gráfico de Elaine Ramos e Nathalia Cury, com ilustração de capa e guardas do ilustrador Zansky.








Abaixo, detalhes da ilustração de Zansky (clique para ampliar).









segunda-feira, 27 de junho de 2016

Fábulas de Esopo

Design de Flávia Castanheira


Fábulas de Esopo
Autor: Esopo
Designer: Flavia Castanheira
Ilustrações: Eduardo Berliner
Editora: Cosac Naify
Acabamento: capa em camurça com serigrafia, miolo em duas cores.

Dentro da linha de clássicos da literatura mundial que foram publicados pela extinta editora Cosac Naify, uma que se destaca era a edição com as 383 fábulas atribuidas a Esopo, traduzidas diretamente do grego por Maria Celeste C. Dezzotti. A editora convidou o artista Eduardo Berliner – destaque na 30ª Bienal de São Paulo – para também renovar a interpretação pictórica das fábulas, dispostas nesta edição em ordem alfabética. Ao incorporar a ideia de que os textos trazem animais metaforizando homens, Berliner misturou partes dos corpos de animais e de humanos, em situações que fossem tão irônicas e perturbadoras quanto as narradas no texto.
Em nanquim preto, as ilustrações dividem espaço com as fábulas impressas em vermelho, dispostas cada uma em uma página, como se a proposta fosse oferecer ao leitor um texto por dia. Esse conceito é reforçado pelo tamanho do livro, de proporções pequenas e confortáveis para a leitura. Abaixo, uma entrevista com a designer Flávia Castanheira, (já anteriormente entrevistada nesse blog sobre a edição de Bambi, uma das últimas lançadas pela Cosac).

Como foi o processo criativo para o livro? O que veio antes, a escolha do formato ou as ilustrações?
Acho que começamos escolhendo o artista que ia ilustrar o livro, o Eduardo Berliner. Já pensávamos em resolver as ilustrações com uma cor só, pois o livro era muito extenso e seria inviável produzí-lo com 4 cores. Então procuramos um artista que trabalhasse bem com desenho, com nanquim... Já havia visto alguns cadernos de esboço do Berliner e achei que seria uma ótima opção.
O formato também foi uma coisa que defini logo no início, em função do tamanho da maioria dos textos, bem curtinhos. A ideia é que coubesse uma fábula por página (são poucas as que não cabem), que funcionasse como um livro que a pessoa pudesse ler em qualquer ordem, abrir aleatoriamente e ler uma fábula de cada vez. Um livro pequeno, fácil de carregar, de levar junto. 

Como surgiu a ideia de separar, visualmente, a "moral da história" de cada fábula?
Essa na verdade foi uma exigência inicial da tradutora e da editora, porque historicamente as fábulas eram instrumentos de argumentação em discussões, e não tinham essa "moral" associada da maneira que costumamos ver. Elas queriam que a leitura da fábula e da "moral" pudesse acontecer em dois momentos, mas também que não fosse uma coisa difícil de consultar, como seria se simplesmente puséssemos todas as "morais" no final do livro.
Então pensei na solução de colocá-las menores, no rodapé, em outra orientação que a do texto principal. Assim, a leitura não seria imediata mas estaria ali, à mão.

Houve dificuldades técnicas que precisaram ser contornadas, em termos de design e produção gráfica?
Em termos do design não, foi um livro muito prazeroso de fazer. O processo de trabalho com o Berliner foi ótimo, era delicioso receber as remessas dos desenhos incríveis que ele ia produzindo.
Em termos de produção, tivemos algumas dificuldades com a impressão na camurça. Experimentamos hotstamping (não dava certo e descascava loucamente) e serigrafia, e me lembro que nos primeiros testes a tinta branca usada na serigrafia era muito transparente e o resultado era um rosa "danone". Fizemos mais testes com outra tinta e com duas passadas de branco, até chegarmos no resultado final.

Flávia Castanheira nasceu em Belo Horizonte, em 1974. Em São Paulo desde 2000, vem se dedicando ao design gráfico editorial. Trabalhou como assistente no estúdio do arquiteto e designer Rafic Farah, e nas revistas Bravo! e Caros Amigos. Como freelancer, fez capas e projetos de livros e revistas para vários clientes, como Companhia das Letras, Senac-SP, Zahar, Bei, Instituto Moreira Salles, Edusp, Conrad, entre outros. Trabalhou na Cosac Naify em 2006 e 2007, e novamente entre 2012 e 2015, onde foi responsável por capas e projetos gráficos de vários livros, e coordenação dos projetos gráficos dos livros infanto-juvenis da editora.

O livro Esopo – fábulas completas já ganhou os seguintes prêmios:
2015 Destaque – 11ª Bienal Brasileira de Design Gráfico da ADG
2014 Melhor Projeto Gráfico – Prêmio Aloísio Magalhães – Biblioteca Nacional
2014 2º lugar categoria Projeto Gráfico – Prêmio Jabuti – CBL
2014 Menção Honrosa categoria Ficção – I Prêmio Latinoamericano de Desenho Editorial

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Linha do Tempo do Design Gráfico no Brasil



Um levantamento sobre o design gráfico brasileiro desde o século XIX até o final do século XX, Linha do Tempo do Design Gráfico no Brasil é provavelmente uma das obras (senão A obra) mais importantes já lançadas sobre design no país. Organizadas em 10 capítulos cronológicos por Chico Homem de Melo e Elaine Ramos, elas resgatam a memória histórica e afetiva, compondo um retrato visual de década a década. A obra reúne peças de designers como Santa Rosa, Aloisio Magalhães e Manoel Bandeira, e de artistas plásticos como Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral.




Os exemplares vêm com sobrecapa que pode ser montada de quatro formas diferentes. O miolo, inteiramente colorido, contém dobras e impressão com tinta fluorescente. Clique nas imagens para ampliar.




segunda-feira, 20 de junho de 2016

Decameron

Design de Tereza Bettinardi e Elaine Ramos





Decameron: 10 novelas selecionadas
Autor: Giovanni Boccaccio, Maurício Santana Dias (organizador)
Designer: Tereza Bettinardi e Elaine Ramos
Ilustrações: Alex Cerveny
Editora: Cosac Naify
Fontes: Vendetta e Fakt
Acabamento: capa dura, hoststamping, não refilado

frente e verso do livro (clique para ampliar)
O Decameron (ou Decamerão, se preferir) de Giovanni Boccaccio, foi escrito em meados do século XIV, quando a Itália se recuperava da peste negra. Estabelecendo o padrão para o que viria a ser o conto ficcional, reúne cem narrativas contadas por sete damas e três cavalheiros que, a fim de escapar da peste, se recolhem numa vila senhoril e, para passar o tempo e celebrar a vida, narram histórias uns aos outros. Esta edição especial lançada pela extinta Cosac Naify (mas que ainda se encontra em alguns sites como a Amazon) foi feita para celebrar os 700 anos do nascimento do autor, reunindo dez novelas, traduzidas e prefaciadas por Maurício Santana Dias, todas ilustradas por Alex Cerveny. Além disso, reproduz páginas de manuscritos iluminados por Boccaccio, que também foi um exímio copista.
O projeto gráfico, vencedor do Prêmio Jabuti, é da designer Tereza Bettinardi. Abaixo, conversei com ela sobre como foi o processo criativo desse livro.
guardas do livro
Como foi o processo criativo para essa edição do Decameron? Como foi definido o formato do livro, por exemplo?
Desde as primeiras conversas sobre este livro, era claro que era necessário tornar esta edição um objeto especial: seria lançada no aniversário de 700 anos de Giovanni Boccaccio. Já no final de 2012, já na primeira reunião com o tradutor e organizador Maurício Santana Dias, uma pista: Boccaccio também foi um exímio copista. Dois manuscritos comprovam esta informação: o primeiro, localizado na Biblioteca Nacional de Paris, com ilustrações a bico de pena; e o segundo, em Berlim, inteiramente transcrito e ilustrado com pequenas vinhetas pelo autor.
Páginas iniciais em papel White Royal 120gr, com reprodução do original digitalizado
Semanas depois daquela primeira conversa, tive a oportunidade de visitar a biblioteca em Berlim e me incubi de uma missão muito especial: ver pessoalmente um daqueles manuscritos citados pelo Maurício. Infelizmente, devido ao estado de conservação (também pudera, é datado de 1370!), o acesso só é liberado a pesquisadores. Só me restou a edição fac-similar. Fiquei muito encantada com os detalhes (além das capitulares ornamentadas, Boccaccio também inseria ao pé de algumas páginas pequenas vinhetas com desenhos dos narradores) e o tamanho do livro também me impressionou: era grande!

O livro foi feito em conjunto com Elaine Ramos e já na primeira reunião após a leitura das novelas selecionadas, tínhamos uma certeza: a extraordinária minúcia das descrições de Boccaccio pedia um livro ilustrado por alguém capaz de trazer a riqueza de detalhes. O artista paulistano Alex Cerveny aceitou o desafio. A intenção não foi fazer um revival histórico, mas, ao contrário, fazer uma homenagem contemporânea à tradição do livro medieval. A escolha pelo formato seguiu este princípio – lembro inclusive, de pesquisarmos um artigo seminal do designer de livros Jan Tschichold sobre os cânones de construção da página dos livros medievais.

Porque a escolha do livro não ter parágrafos, mas utilizar pequenas ilustrações? Seria uma referência às edições medievais?
Sim. A composição do texto foi um capítulo a parte. Já que a mancha de texto iria ter como princípio o cânone medieval, o próximo passo foi justamente definir que não teríamos recuo entre parágrafos mas sim um pequeno ornamento desenhado por Alex – ganharíamos, assim, uma mancha de texto mais coesa. A decisão de compor o texto em duas colunas foi definida depois de diversos testes – principalmente depois de garantir que a relação entre o tamanho da fonte, a largura da coluna e a entrelinha ofereciam uma leitura confortável. Pouco convencional nos livros atuais, a opção em duas colunas também oferecia mais possibilidade de ornamentação. 
A tipografia utilizada foi a Vendetta, desenhada por John Downer e distribuída pela Emigre em 1999. O desenho desta tipografia mescla as formas tipográficas do início do renascimento com as preocupações da tipografia contemporânea, como, por exemplo, a exibição ideal de letras na tela do computador. A outra tipografia utilizada foi a Fakt, uma sem serifa humanista desenhada por Thomas Thiemich e distribuida pela OurType.

Como foi o processo entre o design e o ilustrador, principalmente em função dos parágrafos e das pequenas intervenções que os desenhos fazem no texto?
Ao longo de doze semanas, entre abril e junho de 2013, o livro tomava forma. O primeiro passo foi a marcação das cenas para determinar o espaço das ilustrações. A ideia é que todos os espaços da página deveriam ser preenchidos, por texto ou imagem. Uma prova de revisão com os espaços em branco foi enviada para o artista que preenchia as 96 páginas com pequenas vinhetas e ornamentos que foram posteriormente digitalizadas e tratadas. Já as ilustrações foram feitos em papel especial. Outro aspecto interessante do projeto foi o tratamento dado aos títulos das novelas e número de página – que muitas vezes foram invadidos pela ilustração – e cuja intenção era que fossem o mais discretos possível.

Houve alguma dificuldade técnica de produção para esse livro?
O livro foi impresso na China, o que possibilitou que tivéssemos mais recursos de produção gráfica a disposição. A capa foi impressa em papel especial em 5 cores: CMYK + branco com hotstamping. Foram usados dois tipos de papel no miolo, cuja função era justamente demarcar as partes – a primeira, impressa em papel White Royal 120g, com a apresentação do tradutor e a segunda em Yu Long Pure 150g com as novelas. As laterais do livro também rendeu mais uma homenagem a tradição do livro medieval: a opção por não utilizar o refile trilateral uniforme, cria um relevo interessante na lombada [ver detalhe].
Ha mais alguma coisa que você gostaria de acrescentar sobre o processo desse livro?
Este livro foi vencedor do Jabuti de melhor Projeto Gráfico e ficou em 3º lugar na categoria Ilustração. Gosto de repetir sempre que o projeto gráfico de um livro é um encontro, e, neste caso, um encontro com mais de 700 anos de história!



Tereza Bettinardi é graduada em Desenho Industrial/Programação Visual pela Universidade Federal de Santa Maria (RS). Em 2006, mudou-se para São Paulo onde começou a trabalhar na Editora Abril como designer em diversas revistas, entre elas Superinteressante e Capricho. Integrou as equipes de design do Máquina Estudio/Kiko Farkas e da Cosac Naify. Dentre os inúmeros projetos na editora, foi laureada com um Jabuti pelo projeto gráfico do livro Decameron de Giovanni Boccaccio desenvolvido em conjunto com Elaine Ramos. Foi professora visitante do módulo da pós-graduação no curso de design editorial do Istituto Europeo di Design em São Paulo em 2014 e atualmente é professora convidada do Curso de Especialização em Design Gráfico na Unicamp. Foi residente do Curso de Escrita e Crítica em Design na School of Visual Arts em Nova York. Atualmente trabalha como designer independente desenvolvendo projetos para diversas editoras.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Mary Poppins


Em 2014, a Cosac Naify lançou o clássico infanto-juvenil Mary Poppins, de P. L. Travers, em edição ilustrada pelo estilista Ronaldo Fraga. O livro tem algumas peculiaridades interessantes, em especial a de ser lançado em dois formatos: uma edição comum, para venda em livraria, e outra especial, para colecionadores, com tiragem limitada e vendida somente online. O projeto gráfico é de Tereza Bettinardi e Flávia Castanheira.



A edição de luxo vinha dentro de uma luva com abas que se abrem para formar uma maleta, como a própria maleta de carpete da personagem, além de uma capa com a roupa caracteristica de Mary Poppins, e também o detalhe da lombada desencadernada.

Já a edição comum também tem as  costuras à mostra, com a lombada desencadernada e o título do livro impresso na junção dos cadernos, mas tendo como capa o que na edição especial é o pattern da maleta.

Capa da edição comum (sem luva "maleta")
Abaixo, algumas das páginas internas do livro, com as ilustrações bordadas de Ronaldo Fraga.







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