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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Todos os Amores Expressos

A essas alturas, imagino que a coleção Amores Expressos já tenha se encerrado (já que faz um algum tempo que nenhum título mais é lançado), então aqui vai um post pra reunir, na ordem de publicação, todas as capas da coleção.





Todas as capas tem design do estúdio Retina_78/

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Três capas de terça

Ficando longe do fato de já estar meio que longe de tudo, de David Foster Wallace. Companhia das Letras. Design de Elisa v. Randow

O Bruxo do Contestado, de Godofredo de Oliveira Neto. Editora Record. Design de Elmo Rosa.

O detetive Parker Pyne, de Agatha Christie. Editora P&PM Pocket. Sem referência do capista.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Três barbas ensopadas de sangue

O novo livro do Daniel Galera, com capa de Alceu Nunes, sai em três variações de cor, que seguem abaixo. Aliás, falando nele, o diretor de arte da Companhia das Letras falou um pouco sobre seu trabalho no blog da editora, nesse link.




terça-feira, 15 de maio de 2012

Três de terça

Como sempre, clique nas imagens para ampliar.


O médico e o monstro, de Robert Louis Stevenson. Ed. Hedra. Design de Ronaldo Alves.


A realidade oculta, Brian Greene. Ed. Companhia das Letras, design de Mariana Newlands.


A última madrugada, J. P. Cuenca. Ed. Leya. Design por Retina 78.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Três capas para terça


O código das profundezas, de Roberto Lopes (Civilização Brasileira). Design por Gabinete de Artes.


Livro de receitas para mulheres tristes, de Héctor Abad (Companhia das Letras). Design de Mariana Newlands


Segundos Fora, de Martin Kohan (Companhia das Letras). Design de Alceu Nunes.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Três de terça

A festa do século, de Niccolò Ammaniti (Bertrand Brasil). Capa por Rafael Nobre.

Contra o Dia, de Thomas Pynchon (Companhia das Letras). Capa por Elisa V. Randow

Os Antiquários, Pablo de Santis (Alfaguara) (não tenho a ref. do designer).

terça-feira, 6 de março de 2012

Três de terça


Nas Folhas do Chá, de Flávia Lins e Silva e Liu Hong (Zahar). Design de Rafael Nobre

A rosa de Sarajevo, de Margaret Mazzantini (Companhia das Letras). Design de Victor Burton.


Se um de nós dois morrer, de Paulo Roberto Pires (Alfaguara/Objetiva). Design de Retina 78.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Três capas


A arte da ressureição, de Hernán Rivera Letelier (Alfaguara/Objetiva) design de Sabine Doweck.


Livro, de José Luis Peixoto (Companhia das Letras). Design de Flávia Castanheira.


A ilha do Dr. Moreau, de H. G. Wells (Alfaguara/Objetiva, design de Victor Burton

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Três capas para terça




A educação de uma criança sob o protetorado britânico, de Chinua Achebe, capa de Marcos Kothlar
A manobra do rei dos elfos, de Robert Löhr (Record), capa por Elmo Rosa
Os imperfeccionistas, de Tom Rachman (Record), design de Roberto de Vicq

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Três capas para terça-feira

A visita cruel do tempo, de Jennifer Egan (Intrínseca), por Rafael Coutinho.



O livro selvagem, de Juan Villoro (Companhia das Letras), por Sabine Dowek.



Milton na América, de Peter Ackroyd (Record), por Sérgio Campante

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Três pra terça

Enquanto Água, de Altair Martins (Ed. Record), design por Leonardo Iaccarino.


Muito além do nosso eu, de Miguel Nicolelis (Companhia das Letras), design de Thiago Lacaz e Kiko Farkas (Máquina Estúdio).



O beijo infame, de Toni Marques (Editora Record), design de Elmo Rosa

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Iconografia literária

A Companhia das Letras está relançando em edição econômica o livro Reparação, de Ian McEwan, e duas coisas me ocorrem vendo essa nova capa: primeiro, que foram bastante felizes na escolha da imagem do filme e na representatividade dela para o livro como um todo, e segundo que, ora vejam só, é o tão detestado (por alguns) movie-tie-in.



Lembro de à época do lançamento do filme (que no Brasil teve seu título janeaustenizado para Desejo e Reparação), ouvir conhecidos que foram atrás do livro antes da estréia, dizendo-se aliviados pelas edições à venda manterem à capa original de Raul Loureiro (se bem me recordo, as edições se limitavam a ter uma cinta aludindo ao filme). São publicos distintos, há quem inclusive prefira capas com as imagens do filme, e há os indiferentes que, como eu, só se incomodam quando a imagem em si fica feia – como, por exemplo, naquelas sobrecapas feitas para o Ensaio sobre a Cegueira, do Saramago, com cenas do filme de Fernando Meirelels, uns dois anos atrás (ainda que, naquele caso específico, as próprias imagens do filme em si, eram granuladas e cinzentas, imagino não havia muito o que ser feito, me pergunto se não teria sido um caso onde uma sobrecapa com o cartaz do filme, por exemplo, não seria mais efetiva?).



Nessa nova capa, recorre-se à uma cena do filme, não às artes promocionais, como os cartazes. É uma abordagem proxima a que a Penguin utiliza no seu selo Modern Classics, por exemplo. E sendo o filme Desejo e Reparação particularmente feliz em direção de arte e fotografia, o capista não só tinha um bom material para trabalhar, como soube fugir do clichê que seria estampar Keira Knightley na capa (voltaremos à ela mais adiante).

[Atualizado] Agradecendo ao Tuca, do blog o leitor comum, que me deu o toque de uma outra versão da capa da edição econômica de Reparação, que chegou a ser divulgada mas não impressa. Pessoalmente, eu prefiro a versão atual.



Em artigo publicado na revista virtual Cadernos de Não Ficção, publicada pela Não Editora, o cientista social Marcos Andrades Neves escreveu o artigo Iconografia Literearia, abordando justamente a relação entre cinema e literatura que se dá pela capa dos livros.


“Todos os exemplos compartilham ao menos dois pontos em comum: utilizam estratégias de legitimação em sua capa, e tais estratégias nem sempre dizem respeito à literatura. Aos pontos em comum, há igualmente dois níveis de observação para explicá-los: em sua camada mais sensível, as alterações na capa são uma forma de fornecer ao leitor informações necessárias para incentivar a compra do volume, assim como alcançar um público antes inalcançável pela literatura”.


Não vamos ser insensíveis: fazer alusões ao filme na capa do livro é uma estratégia comercial eficaz. Em termos práticos: um escritor que já teve sua obra adaptada um punhado de vezes me disse certa vez que a venda de seus livros aumentava em cerca de 30% quando a capa era associada ao filme. Retornando ao texto de Marcos Andrades Neves, esse aumento na procura do público se explica:


“Para o historiador da arte Arnold Hauser, o cinema representou a primeira tentativa de produzir arte a um público de massa. Este público, significativamente maior que o literário, aproxima-se da literatura por meio de adaptações cinematográficas que encontram seu reflexo nas capas de novas edições. Todos os exemplos compartilham ao menos dois pontos em comum: utilizam estratégias de legitimação em sua capa, e tais estratégias nem sempre dizem respeito à literatura. Aos pontos em comum, há igualmente dois níveis de observa¬ção para explicá-los: em sua camada mais sensível, as alterações na capa são uma forma de fornecer ao leitor informações necessárias para incentivar a compra do volume, assim como alcançar um público antes inalcançável pela literatura. (...) Antes de apenas informar e atrair os leitores, a capa de um livro – por meio de sua iconografia – expõe relações entre linguagens artísticas e evidencia processos legitimadores internos e externos”.


A versão completa do artigo do Marcos, publicado no terceiro número da Cadernos de Não-Ficção, pode ser lido online ou baixado em PDF em http://www.naoeditora.com.br/projetos/.

Em tempo: a arte da capa da edição econômica de Reparação é de Mateus Valadares e Kiko Farkas, do Máquina Estúdio.

Vai que é tua, Keira
O que acontece quando, somado à estratégia comercial das editoras, temos uma questão de casting agregada à equação? O leitor britânico que, porventura, não simpatize com a Keira Knightley (o Selton Mello do cinema inglês) pode se sentir acuado. Antes que ela interprete todas as personagens femininas da literatura inglesa, o blog Caustic Cover Critic, em seu feudo contra a estratégia do movie-tie-in, praticamente montou uma Biblioteca Keira Knightley.


Eu particularmente gosto da atriz, mas imagino se todo escritor inglês, quando se põe a escrever, já começa a pensar “que personagem meu vai ser interpretado por Keira Knightley?”.

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